
Anos 1940
Com a Segunda Guerra Mundial, o Brasil sofria com a escassez de
insumos agrícolas, que eram importados. Com o objetivo de suprir o
mercado interno, os engenheiros agrônomos Fernando Penteado Cardoso
e Eduardo Lacerda de Camargo fundam, na cidade de Descalvado,
interior de São Paulo, a F. Cardoso & Cia. Ltda.
A companhia iniciou suas atividades produzindo adubos e também
rações balanceadas. O sucesso foi imediato e a produção aumentada,
com a filosofia "De uma boa adubação depende o sucesso de sua
colheita - Pense agora no programa de adubação para as plantações
da Primavera". Na época, os sócios ganhavam cada vez mais clientes.
Era preciso, então, criar uma marca. O nome Maná, que
significa "alimento enviado por Deus", foi uma ideia de José
Mendes, corretor de imóveis e amigo dos empresários. No final da
palavra foi acrescentado um H, e a marca definitivamente
criada.


Anos 1950
Foi nessa época que se lançou o slogan que, hoje, é uma marca
registrada da Bunge Fertilizantes: "Com Manah, adubando dá", que
parodiava um conto de Monteiro Lobato, escritor sabiamente dedicado
aos temas rurais. Foi o próprio fundador da companhia, Fernando
Cardoso, quem inventou o slogan. A Manah também inovou fazendo
anúncios com testemunhos de produtores rurais.
A companhia expandia seus negócios e inaugurava novas unidades em
Campo Limpo (SP) e Porto Alegre (RS).
Desde essa época, a Manah já investia em conhecimento. Em 1954,
por exemplo, instituiu o Prêmio Manah, em parceria com a Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). O objetivo do
concurso era incentivar estudos ligados à adubação, feitos por
formandos do curso de Engenharia Agronômica.
Financiar pesquisa de movimento de íons no solo - é o início da
vanguarda tecnológica.

Anos 1960
A Manah foi a primeira empresa do ramo de fertilizantes a abrir
seu capital e a ter ações negociadas na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa).
Além da expansão física dos negócios, com a abertura de uma nova
unidade industrial, em Santana do Araguaia (PA), a Manah continua
investindo em comunicação - especialmente no consumidor urbano. Uma
forma de levar essa informação a quem não estava no campo foi
patrocinar o programa Jovem Guarda, da TV Record.
O investimento em novas formulações de adubo e embalagens também
eram uma constante. No fim dos anos 1960, toda a linha de produtos
podia ser encontrada em "uma nova sacaria, de plástico de excelente
qualidade", que suportava 50 quilos por embalagem.



Anos 1970
A empresa completa 30 anos a todo o vapor. Abre uma sede em São
Paulo e quatro novas unidades industriais: em Jaboatão (PE),
Cubatão (SP), Boituva (SP) e Vitória (ES). Também inaugura uma
unidade industrial em Rio Grande (RS).
A Manah cresceu junto com o Brasil e colaborou para o progresso do
país. Na década de 1970, a companhia ajudou o governo brasileiro a
planejar o desenvolvimento do Nordeste e da Amazônia em assuntos
como: a ampliação das áreas de reflorestamento; e o aproveitamento
de cerrados e solos pobres.
Novos produtos são lançados, como o inseticida Manatox 7,55 e o
suplemento mineral Manafós, uma ração à base de fósforo e cálcio,
voltada exclusivamente para a alimentação de animais em geral.



Anos 1980
A
preocupação com o meio ambiente é uma constante, e a Manah
participa de ações contra a erosão do solo, por meio do incentivo
ao plantio direto. Com apoio do Ministério da Agricultura e das
secretarias estaduais, a companhia promove pesquisas e publicações,
divulgando tratos culturais apropriados, incentivando o uso de
insumos e sementes selecionadas, instituindo prêmios e contribuindo
com experimentos agrícolas. Tudo isso visa ensinar o homem do campo
a lidar melhor com seu bem mais precioso: a terra.
Ainda atento ao meio ambiente e como uma empresa já responsável
por essa questão, a Manah cria o projeto Cubatão-Cetesb de controle
de fontes poluidoras.
Novas unidades são abertas pelo Brasil, em São José dos Pinhais
(PR), Uberaba (MG), Maceió (AL) e novos produtos são lançados. Um
deles é o Fos-Sol. O adubo conseguiu juntar em um único produto
três componentes fundamentais para a plantação: 1) fósforo solúvel,
que estimula as raízes e a produção dos grãos; 2) cálcio móvel,
essencial para folhas, caules, raízes e grãos; e 3) enxofre
assimilável, indispensável na síntese de proteínas.
Também foram lançados o Gran-Sol, que ficou conhecido como o
"amarelinho da Manah", e o Fosmag, produto diferenciado que fornece ao solo
todos os macronutrientes, inclusive enxofre e magnésio, e também
micronutrientes como zinco, boro, etc, restituindo ao solo não
apenas NPK, como outros elementos necessários às culturas. Saiba mais sobre o
Fosmag.
No fim dessa década, em busca de novas frentes, a Manah inicia
atividades agropecuárias em Brotas (SP) e Santana do Araguaia
(PA).
Outro fato importante para a indústria foi a comercialização de
fertilizantes em Big Bags, com capacidade para 1 tonelada,
confeccionados em polipropileno. O uso desse tipo de embalagem foi
um avanço, porque facilitou o transporte, o manuseio e deu maior
vida útil aos produtos.


Anos 1990
Aos 50 anos, a Manah é reconhecida por sua competência. É eleita
pela revista Exame a melhor empresa do setor. Também,
segundo a revista Rural, está entre as "Top of Mind", por
ser a primeira marca a ser lembrada no setor de
fertilizantes.
Além disso, é a primeira empresa de fertilizantes a receber o ISO
9002 em diversas unidades (Uberaba - MG, Rio Grande - RS, Cubatão -
SP).
A década de 1990 foi marcada pelo investimento em novas
tecnologias. A Manah foi uma das responsáveis por trazer ao Brasil
a agricultura de precisão. Essa tecnologia possibilita o
monitoramento da produção e a averiguação das perdas de fertilidade
do solo por meio de computadores e satélites. Ao adotar esse
método, o agricultor pode ter um aumento de 20% a 30% em sua
produtividade.
Ao investir em pesquisa, a Manah trouxe da Alemanha uma nova
tecnologia de fabricação de adubo: o leito fluidizado, trazendo
diferenciais nos aspectos físicos e químicos do Fosmag. Esse novo
processo industrial permitiu a utilização de novas concentrações de
fósforo, nitrogênio e micronutrientes, ajustadas às peculiaridades
de cada cultura. Desde seu lançamento, mais de 15 milhões de
hectares de soja, milho, arroz, feijão, trigo, algodão, cana,
citros, hortaliças, entre outros, já foram adubados com Fosmag.