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as últimas novidades do mercado e também guias completos de
orientação para cada cultura.

Soja

Relação Solo-Planta
Avaliação nutricional
Solo
Junto com o clima, o solo é o principal fator de produção na
cultura de soja. Os solos tropicais sofreram intenso processo de
intemperização e têm como principal característica química elevada
acidez, altos teores de alumínio tóxico e pequenas quantidades de
Ca, Mg e K. Possuem baixa CTC e, portanto, reduzida capacidade de
fornecer nutrientes às plantas. A fração de argila é composta,
prioritariamente, de óxidos de ferro e alumínio, que, junto com
elevados teores de alumínio tóxico, são os responsáveis pela fi
xação do fósforo, reduzindo a disponibilidade desse nutriente para
as plantas.
Planta
Para que as plantas de soja possam expressar todo o seu
potencial produtivo, o solo deve ser corrigido, a fi m de reduzir a
atividade do alumínio tóxico e garantir o fornecimento de cálcio em
profundidade. Esses dois fatores são fundamentais para o
desenvolvimento de um sistema radicular vigoroso e profundo. Em
solo corrigido, sem impedimentos físicos e químicos, as raízes de
soja vão encontrar ambiente adequado para o desenvolvimento,
podendo explorar maiores volumes de solo e absorver mais água e
nutrientes e, dessa forma, utilizar efi cientemente os recursos do
ambiente e também aqueles adicionados pelo homem, como o
fertilizante. A grande demanda por nutrientes das plantas de soja
ocorre na época do aparecimento dos primeiros botões fl orais até o
completo enchimento das vagens, reduzindo proporcionalmente durante
o período de maturação.

Sintomas de deficiências
Diagnose visual
Nitrogênio
clorose generalizada nas folhas velhas; morte prematura de
folhas ou plantas; folhas novas tornam-se mais claras; baixo
desenvolvimento vegetativo e radicular.
Cálcio
clorose nas folhas novas no sentido da borda para o centro;
folhas novas encarquilhadas; colapso do pecíolo das folhas; queda
acentuada de fl ores e vagens.
Fósforo
folhas mais velhas com tamanho reduzido e coloração
verde-azulada; plantas raquíticas; má-formação de grãos, reduzindo
o número de vagens por planta.
Cobre
necrose nas pontas dos folíolos das folhas novas, fi cando com
aspecto de secas; coloração verde-azulada.
Potássio
margem das folhas mais velhas amarelada, alaranjada ou
bronzeada; avanço da clorose para o centro do folíolo; má-formação
de grãos.
Magnésio
amarelecimento inicial dos bordos, progredindo para o centro nas
folhas mais velhas; clorose internerval das folhas velhas.
Boro
pontos de crescimento podem chegar à morte; folíolos e folhas
novas fi cam pequenos e com coloração verde-azulada; baixa
fecundação de flore.
Enxofre
clorose generalizada das folhas novas; folhas mais novas com
coloração verde-limão.
Manganês
folhas novas amareladas entre as nervuras; planta com
crescimento reduzido.
Ferro
folhas mais novas apresentando clorose internerval, formando um
reticulado fi no; sob defi ciência severa, as nervuras podem perder
a coloração verde.
Zinco
folhas novas pequenas e lanceoladas; encurtamento do ramo
principal; baixa produção de vagens.

Fosmag®
Veja por que a linha de fertilizantes FOSMAG® tem ajuste
perfeito para o trigo de alto rendimento:
Fósforo
A fonte de fósforo do FOSMAG® é o Multifosfato Magnesiano - MFM,
produto exclusivo da Manah. No FOSMAG® a disponibilização do
fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o
que reduz as perdas desse nutriente pela fixação por compostos de
ferro e alumínio do solo.
Baixa acidez
A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do
fósforo do FOSMAG® não produza acidez, não alterando o pH na região
de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês
tóxicos neutralizados pelo efeito da calagem, além de não
interferir na atividade biológica do solo.
Sulfato de cálcio
O FOSMAG® contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no
perfil do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade de toxidez
do alumínio em profundidade, o que permite maior expansão das
raízes. O suprimento de enxofre também fica garantido.
Nutrientes no grânulo
Todos os nutrientes do FOSMAG® estão associados no mesmo
grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em
algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso significa
redução de segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.
Granulometria farelada
Com essa forma física, o FOSMAG® apresenta maior superfície de
contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos
nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos
micronutrientes, que, normalmente, são aplicados em pequenas
doses.
Multinutriente
O FOSMAG® é um fertilizante que nutre as plantas de maneira
completa, tendo como princípio o equilíbrio entre os nutrientes.
Apresenta grande variedade de formulações, com três níveis
diferentes de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às
necessidades dos diversos solos e plantas.

EXTRAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE NUTRIENTES
EXTRAÇÃO E EXPORTAÇÃO MÉDIA DE NUTRIENTES PARA A PRODUÇÃO DE 1
TONELADA DE SOJA

ACÚMULO DE NUTRIENTES
Marcha de absorção de N, P e K na cultura da soja (variedade
"Santa Rosa")

ANÁLISE FOLIAR
A amostragem de folhas de soja para a diagnose foliar deve ser
realizada no início do fl orescimento, sempre coletando a terceira
folha com pecíolo a partir do ápice da haste principal. Amostrar,
em média, 30 plantas para uma mesma área homogênea


Informações relevantes
Os níveis ideais para a saturação por bases no solo (V%) são
variáveis, dependendo do poder do tampão do solo e do sistema de
plantio utilizado. Assim, pode variar de 50%, para as condições de
cerrado (SOUSA e LOBATO, 2002), a 70%, para as condições do Paraná
(EMBRAPA Soja, 2005).
A utilização de uma fonte de fósforo que não acidifi ca a zona
de crescimento inicial da raiz contribui para uma boa nodulação,
que garantirá melhor suprimento de nitrogênio à planta de soja.
Observando a curva de acúmulo de fósforo ao longo do ciclo da
soja, podemos inferir que, em condições tropicais, o uso de fontes
de fósforo com solubilidade total e gradual é uma prática altamente
vantajosa.

Aplicações de doses elevadas de potássio no sulco de semeadura
(acima de 50 kg ha-1) devem ser evitadas, pois podem causar danos
às sementes e ao crescimento radicular.
Dados da Fundação MT (2003) demonstram que, para a obtenção de
altas produtividades de soja, são necessários mais de 30 kg ha-1 de
enxofre (S).
Os micronutrientes cobalto e molibdênio são indispensáveis para
a efi ciência da fi xação biológica do nitrogênio, sendo que a
EMBRAPA recomenda que esses nutrientes sejam aplicados via
semente.
Em solos pobres de matéria orgânica, arenosos e em regiões com
períodos de chuva intensa, a fonte de boro recomendada é a ulexita
(8% boro), que, devido à sua solubilidade gradual, reduz as perdas
por lixiviação e mantém o suprimento do nutriente na fl orada.
Fontes consultadas para a elaboração deste
guia:
ARANTES, N. E.; SOUZA, P. I. M. Cultura da soja nos cerrados.
POTAFOS. 1993. EMBRAPA Soja: Tecnologias de produção de soja -
Paraná, 2006. Londrina, 2005. 208 p. EMBRAPA Soja; EMBRAPA
Cerrados; EMBRAPA Agropecuária Oeste; Fundação Meridional:
Tecnologia de produção de soja - região central do Brasil - Paraná,
2005. Londrina. 2004, 239 p. FUNDAÇÃO MT. Boletim de pesquisa de
soja, 2003. MALAVOLTA, E.: VITTI, G. C.; OLIVEIRA, S. A. Avaliação
do estado nutricional das plantas: princípios e perspectivas.
POTAFOS, 1989. SOUSA, D. M. G.; LOBATO, E. Cerrado: Correção do
solo e adubação, 2. ed. Brasília. EMBRAPA Informação Tecnológica,
2004. 416 p.
