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orientação para cada cultura.

Pastagens Tropicais
Produção e nutrição
O Brasil tem cerca de 200 milhões de hectares de
pastagens.
Cerca de 50 milhões estão no Cerrado, com 80% da área sob
diferentes níveis de degradação. Uma das principais causas da
degradação é a redução da fertilidade do solo em virtude da não
reposição de nutrientes no solo. A tabela abaixo indica como
ocorrem as principais perdas.
No Brasil, cerca de 95% de toda a carne é produzida a pasto, e essa
modalidade de produção é a de melhor relação custo-benefício.
Em pastagem degradada, a produtividade de carne gira em torno
de
2@/ha/ano, enquanto em pastagem em bom estado podem-se atingir
16@/ha/ano.

Há grande diversidade de gêneros, espécies e cultivares de plantas
forrageiras, e não existem forrageiras ruins - o importante é a
adequação às condições locais, considerando o tipo de clima, solo,
nível tecnológico e produtividade desejada. As exigências
nutricionais das plantas forrageiras são distintas e, por isso,
foram agrupadas abaixo.

Implantação
Análise de solo
É uma prática indispensável para estimar os atributos químicos e
físicos do solo a ser cultivado. Com base nessa análise, são
definidas as quantidades dos nutrientes e também a estratégia de
aplicação. Cuidados com a divisão correta das glebas, coleta e
preparo adequados das amostras e encaminhamento para laboratórios
credenciados em órgãos de controle de qualidade são medidas
indispensáveis para obter resultados confiáveis.
Implantação
A época mais adequada para a implantação de pastagens é de
novembro a janeiro. A adequação da fertilidade do solo na
implantação normalmente demandará maiores doses de corretivos e
fertilizantes, visto que, depois de implantada a pastagem, o nível
de reciclagem de nutrientes no sistema é relativamente alto. Após a
definição da espécie a ser implantada, o primeiro passo é efetuar a
correção do solo, se necessário baseando-se na saturação por bases
exigida pela forrageira.

A segunda etapa é adequar o nível de fósforo, considerando o
teor atual e a textura do solo.
A aplicação do fertilizante fosfatado poderá ser feita junto com
a semente na semeadura. O nitrogênio e o potássio são aplicados em
cobertura cerca de 30 dias após a semeadura da pastagem, sendo a
dose e o parcelamento determinados de acordo com a análise do solo,
bem como com o manejo e a lotação pretendidos. O enxofre também é
um nutriente importante para o estabelecimento da pastagem. Quanto
aos micronutrientes, a análise de solo indicará os níveis
encontrados no solo, auxiliando a decisão de sua aplicação. À
medida que adequamos o suprimento dos macronutrientes, as respostas
à aplicação de micronutrientes passam a ocorrer mais claramente, se
estes forem limitantes ao desenvolvimento da forrageira. Adubos que
contemplam os micronutrientes associados aos grânulos de fósforo
proporcionam maior eficiência e praticidade do uso.
Manutenção
O elemento mais importante na manutenção da pastagem é o
nitrogênio. Ele é o combustível que manterá a máquina produtora de
forragem em plena atividade.
A dose de manutenção anual do nitrogênio e dos demais nutrientes
é calculada conforme exemplo abaixo:
Brachiaria brizantha - suporte
Período das águas (sete meses): lotação pretendida = 3,5 UA/ha
(1 UA = 450 kg de peso vivo);
Período da seca (cinco meses): lotação pretendida = 1,7 UA/ha
Média (ano): 2,6 UA/há;
Consumo para esta lotação média: 10 t/ha ao ano de matéria seca
(MS).

A quantidade a ser aplicada é igual à perdida no sistema,
dividida pelo fator de eficiência média do nutriente em questão: N
= 0,6; P = 0,3 e K = 0,7.
Exemplo para nitrogênio: 100 kg/0,6 = 167 kg/ha ao ano.
Aplicar os fertilizantes no início da estação das águas, sendo o
potássio e o nitrogênio ainda parcelados no meio e no final das
águas. A última aplicação objetiva aumentar a oferta de alimento na
estação seca, além de antecipar a brotação da forrageira no início
das águas. Antes das adubações, fazer o rebaixamento da pastagem na
altura mínima de manejo da espécie. Aplicar 20 kg/ha de enxofre a
cada dois anos, visando manter a oferta do nutriente.
Recuperação/Renovação

Em razão do grande número de áreas de pastagens degradadas, as
práticas de recuperação e renovação são comuns na busca do
aperfeiçoamento da produção pecuária.
A forma de atuação para estabelecimento de melhores níveis de
produtividade da pastagem deverá ser definida de acordo com o
diagnóstico da área:
Linha diferenciada
Veja por que a linha de fertilizantes Fosmag tem ajuste perfeito
para pastagens tropicais de alto rendimento:
Fósforo
A fonte de fósforo do Fosmag é o Multifosfato Magnesiano - MFM,
produto exclusivo da Manah. No Fosmag, a distribuição do fósforo é
gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o que reduz
perdas desse nutriente pela fixação por compostos de ferro e
alumínio do solo.
Baixa acidez
A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do
fósforo do Fosmag não produza acidez, não alterando o pH na região
de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês
tóxicos neutralizados pelo efeito calagem, além de não interferir
na atividade biológica do solo.
Sulfato de cálcio
Fosmag contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfil
do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade e a toxidez do
alumínio em profundidade, para permitir maior expansão das raízes.
O suprimento de enxofre fica garantido também.
Nutrientes no grânulo
Todos os nutrientes do Fosmag estão associados no mesmo grânulo,
exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em algumas
fórmulas, são completados em mistura. Isso significa redução da
segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.
Granulometria farelada
Com essa forma física, o Fosmag apresenta maior superfície de
contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos
nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos
micronutrientes, que, em geral, são aplicados em pequenas
doses.
Multinutriente
O Fosmag é um fertilizante que nutre as plantas de maneira
completa e tem como princípio o equilíbrio entre os nutrientes.
Apresenta grande variedade de formulações, com três diferentes
níveis de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às
necessidades dos diversos solos e plantas.
Sintomas de deficiências
Pastagens tropicais
Diagnose visual
Nitrogênio
- Desenvolvimento reduzido;
- Plantas verde-pálidas;
- Secamento das folhas velhas;
- Poucos perfilhos;
- Colmos curtos.
Potássio
- Desenvolvimento reduzido;
- Plantas verde-pálidas;
- Clorose e secamento na ponta e na margem das folhas;
- Poucos perfilhos;
- Colmos finos e curtos.
Magnésio
- Folhas médias e velhas com clorose longitudinal entre as
nervuras.
Fósforo
- Desenvolvimento reduzido;
- Plantas verde mais escuro;
- Poucos perfilhos.
Cálcio
- Plantas e raízes de porte reduzidos;
- Colmos curtos;
- Poucos perfilhos;
- Folhas novas com clorose marginal ou entre as nervuras;
- Folhas médias com faixas cloróticas intercaladas com
verde-pálidas.
Enxofre
- Desenvolvimento reduzido;
- Folhas novas com clorose;
- Amarelecimento acentuado nas folhas mais velhas.
Teores adequados de nutrientes para algumas
forrageiras

Fontes consultadas para elaboração deste guia:
EMBRAPA - CNPGC. Campo Grande (apostila sem data). 33 p.
CORSI, M. et al. Tendências e perspectivas da produção de bovinos
sob pastejo. In: Simpósio sobre manejo de pastagem. 17 anais.
Piracicaba: FEALQ. 2000.
KISHEL, A.; Miranda, C. H. B.; Zimmer, A. H. Degradação e
formas de recuperação e renovação de pastagens.
VILELA, L.; Soares, W. V.; Souza, D. M. G.; Macedo, M.C M.
Calagem e adubação para pastagens na região dos cerrados. Circular
técnica 37. Planaltina: EMBRAPA - CPAC, 1988.
