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as últimas novidades do mercado e também guias completos de
orientação para cada cultura.

Milho

Relação Solo-Planta
A produção do milho, no Brasil, tem crescido ao longo das
últimas décadas, basicamente em razão do aumento da
produtividade.
O acesso do produtor a informações e novas tecnologias é o
principal fator responsável por esse aumento. Ainda assim, há muito
para evoluirmos em produtividade, considerando o potencial genético
da cultura (o recorde brasileiro é de 18 t ha-1).
Apesar de ser uma cultura amplamente difundida, as grandes áreas
plantadas e os polos de alta produtividade estão bem definidos no
Brasil.


Condições climáticas idéias para o desenvolvimento da cultura
de milho:
Temperatura
- Do solo para germinação e emergência: 25 a 30°C
- Diurna: mínina 19°C e máxima 44°C
- Noturna: mínima 13°C e máxima 24°C
Disponibilidade Hídrica
- Até a 7ª/8ª folha: 3,5 a 4,5 mm dia -¹
- Florescimento: 5,0 a 7,0 mm dia-¹
- Período mais crítico: 15 dias antes e 15 dias após o
florescimento
- Consumo total no ciclo: 400 mm a 600 mm

NUTRIÇÃO
Extração e exportação de nutrientes
A necessidade nutricional da cultura de milho é função do
componente genético do híbrido ou cultivar considerado e pode ser
relacionada à produtividade almejada. Após a colheita, parte dos
nutrientes absorvidos é exportada da área através dos grãos, e
outra parte retorna ao solo por meio dos restos culturais. Os
efeitos do silício proporcionam vários benefícios às plantas, tais
como melhor arquitetura das folhas, aumentando a taxa de
fotossíntese, e maior rigidez nos tecidos, induzindo a certa
resistência a pragas e moléstias. Tais qualidades tendem a melhorar
a produtividade de plantas cultivadas e diminuir a necessidade do
uso de agrotóxicos.

Análise de solo
Instrumento indispensável para estimar as características
físico-químicas do solo a ser cultivado, com base nas quais são
definidas as quantidades de nutrientes a aplicar e também a
estratégia de aplicação destes. Cuidados como divisão das glebas,
coleta,preparo e encaminhamento das amostras para o laboratório
acompanhado porórgãos de controle de qualidade são medidas
indispensáveis para obter resultados confiáveis.
Análise foliar
É um importante instrumento para conhecer o teor dos nutrientes
na folha de milho, o que indica o estado nutricional das
plantas.
A diagnose foliar complementa o diagnóstico feito pela análise de
solo. A amostragem deve ser feita logo após o aparecimento da
espiga, coletando-se a folha oposta e imediatamente abaixo dela e
aproveitando somente o seu terço médio, sem a nervura
central.
Amostrar 30 plantas por talhão.


Sintomas de deficiências
Diagnose visual
Nitrogênio
amarelecimento das folhas mais velhas em V invertido, a partir
da ponta; morte prematura das folhas; espigas pequenas; colmos fi
nos; grãos leves.
Enxofre
amarelecimento das folhas novas; crescimento reduzido da
planta.
Fósforo
folhas novas arroxeadas; colmos fi nos; espigas pequenas e
retorcidas na ponta.
Ferro
clorose internerval em toda a extensão da lâmina foliar,
permanecendo verdes apenas as nervuras (reticulado fino).
Potássio
bordas das folhas mais velhas,amareladas ou alaranjadas; manchas
marrons no interior do colmo; ausência de grãos na ponta da espiga
e sabugo pontiagudo.
Boro
folhas avermelhadas no fi nal do ciclo da cultura; morte de
gemas apicais; espigas pequenas; falhas na granação.
Manganês
clorose entre as nervuras nas folhas novas; colmos fi nos; menor
crescimento das plantas.
Cálcio
clorose nas folhas novas; redução do crescimento da raiz; morte
da ponta da raiz; falhas na granação.
Zinco
folhas com faixas esbranquiçadas na região do "cartucho";
crescimento reduzido da planta; encurtamento dos internódios.
Magnézio
folhas velhas com listras claras paralelas às nervuras;
crescimento reduzido da planta.
Cobre
amarelecimento das folhas logo após sua emissão; encurvamento
das extremidades das folhas; bordas das folhas necrosadas; colmos
frágeis.

Fosmag®
Veja porque a linha de fertilizantes FOSMAG® tem ajuste
perfeito para o milho de alto rendimento:
Fósforo
A fonte de fósforo do FOSMAG® é o Multifosfato Magnesiano - MFM,
produto exclusivo da Manah. No FOSMAG® a disponibilização do
fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o
que reduz as perdas desse nutriente pela fi xação por compostos de
ferro e alumínio do solo.
Baixa acidez
A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do
fósforo do FOSMAG® não produza acidez, não alterando o pH na região
de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês
tóxicos neutralizados pelo efeito da calagem, além de não
interferir na atividade biológica do solo.
Sulfato de cálcio
O FOSMAG® contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfi
l do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade de toxidez do
alumínio em profundidade, o que permite maior expansão das raízes.
O suprimento de enxofre também fi ca garantido.
Nutrientes do grânulo
Todos os nutrientes do FOSMAG® estão associados no mesmo
grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em
algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso signifi ca
redução da segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.
Granulometria farelada
Com essa forma física, o FOSMAG® apresenta maior superfície de
contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos
nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos
micronutrientes, que, normalmente, são aplicados em pequenas
doses.
Multinutriente
O FOSMAG® é um fertilizante que nutre as plantas de maneira
completa, tendo como princípio o equilíbrio entre os nutrientes.
Apresenta grande variedade de formulações, com três níveis
diferentes de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às
necessidades dos diversos solos e plantas.

Informações relevantes
Adubação de semeadura
- Garantir distância mínima de 5 cm entre o fertilizante e a
semente.
- Aplicar, no mínimo, 30 kg ha-1 de nitrogênio no sulco de
semeadura.
- Para cultivar em períodos ou regiões mais frias e áreas de
plantio direto com elevada quantidade de cobertura morta,aumentar a
dose de N na semeadura
- Evitar doses superiores a 50 kg ha-1 de K2O no sulco de
semeadura, principalmente em solos arenosos e em regiões com baixos
volumes de chuva no período.
Adubação de cobertura
- Sugere-se dividir a adubação de cobertura em duas etapas,
quando ocorrem as seguintes situações:
- solo com menos de 30% de argila;;
- regiões com chuvas intensas no período vegetativo;
- lavouras de alto rendimento e uso de doses de nitrogênio acima
de 100 kg há-¹:
1ª aplicação: durante o estágio 1 - entre a 3ª e a 4ª folha
totalmente expandida;
2ª aplicação: durante o estágio 2 - entre a 6ª e a 7ª folha
totalmente expandida;
- No caso de apenas uma cobertura, fazê-la entre os estágios 1 e
2, entre a 4ª e a 6ª folha;
- Em solos argilosos, o complemento de potássio pode ser aplicado
a lanço antes da semeadura, enquanto, em solos de textura arenosa
ou média, o potássio deve ser aplicado misturado ao nitrogênio,
todo na primeira cobertura.
Fontes de nutrientes
- Quando a fonte de nitrogênio da adubação de cobertura for
ureia, incorporá-la ao solo a pelo menos 4 cm de profundidade,
principalmente em regiões mais quentes e áreas de plantio
direto.
- Fontes de nitrogênio como o nitrato de amônia ou mistura de
ureia + sulfato de amônio trazem vantagens agronômicas para o
milho.
- Fontes de fósforo com solubilidade gradual mantêm o nutriente
disponível por mais tempo para as plantas.
- Micronutrientes incorporados à fonte de fósforo não segregam e
têm distribuição mais uniforme na área.
Safrinha
- A época mais adequada para a semeadura é entre meados de
janeiro e fevereiro. Em muitas áreas, ainda há boas precipitações
até abril, o que indica a viabilidade da adubação de cobertura, que
sempre é vantajosa, em comparação à aplicação de todo o nitrogênio
na semeadura.
- Em cultivos mais tardios, em que todo o nitrogênio é aplicado
na semeadura, atentar para o uso de fórmula muito concentrada em N
e K2O, tanto no que se refere ao aspecto físico do fertilizante
quanto aos possíveis danos às sementes e raízes. O cuidado deve ser
ainda maior no que se refere à distância entre adubo e
semente.
Fontes consultadas para a elaboração deste
guia:
BÜLL, L. T. Cultura do milho: fatores que afetam a produtividade.
POTAFOS, 1993.; FANCELLI, A. L.; DOURADO NETO, D. Produção de
milho. Guaíba: Agropecuária, 2000; EMBRAPA. Centro de Pesquisa
Agropecuária do Oeste (Dourados, MS). Milho: informações técnicas.
Dourados, 1997; FANCELLI, A. L. CAD - Tecnologia da produção de
milho. Passo Fundo, Aldeia Norte, 2002.
SANDINI, J. E.; FANCELLI, A. L. Guarapuava: Fundação Agrária de
Pesquisa Agropecuária, 2000. 209 p. Disponível em: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicacoes/agropecuaria/Inspa>.
