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as últimas novidades do mercado e também guias completos de
orientação para cada cultura.

Feijão
Produção

Necessidades hídricas
O feijoeiro, por apresentar sistema radicular pouco
desenvolvido, é muito sensível à distribuição pluviométrica
irregular. Durante a fase vegetativa da cultura, o déficit hídrico
tem efeito indireto na produção de grãos, pela redução da área
foliar.
Se a estiagem ocorre durante a floração, provoca aborto e queda
de flores, com redução do número de vagens por planta. Se ocorre no
enchimento dos grãos, prejudica a formação ou reduz o peso destes.
Daí a importância dos sistemas irrigados, que proporcionam
estabilidade no fornecimento de água à cultura, apresentando
produtividades bem acima da média nacional.
A figura mostra valores de tensão da água na camada de 0-30 cm
de solo, em diferentes estádios fenológicos do feijoeiro, no
momento em que se retomou a irrigação, e o quanto esses déficits
hídricos podem afetar a produtividade em relação às condições
ideais de água no solo.

O feijoeiro é muito sensível às condições climáticas, com
exigências bem definidas quanto à temperatura. Se o clima não for
ideal à variedade cultivada, o potencial de resposta à adubação
será muito prejudicado.
Nutrição
Apesar de seu sistema radicular ser pouco desenvolvido e
apresentar um ciclo curto, compreendido entre 90 e 100 dias, a
cultura do feijoeiro exige quantidades relativamente altas de
nitrogênio, potássio e cálcio.
A resposta ao nitrogênio e ao fósforo está condicionada à
disponibilidade de água, em relação direta. É uma planta bastante
eficiente em adquirir K do solo, e, em relação aos micronutrientes,
têm-se obtido respostas em determinadas condições para B, Mo e Zn.
Nas regiões do país onde os solos são mais ricos em Mn, este tem
sido um problema mais sério que o Al, em razão da sensibilidade da
espécie à toxicidade por esses dois elementos.
Extração e exportação de nutrientes
Análise de solo
Instrumento indispensável para estimar as características do
solo a ser cultivado, com base nas quais são definidas as
quantidades dos nutrientes a aplicar e também a estratégia de
aplicação destes. Cuidados como a divisão correta das glebas,
coleta e preparo adequados das amostras e encaminhamento para
laboratório que seja acompanhado por órgãos de controle de
qualidade são medidas indispensáveis para obter resultados
confiáveis.

Análise foliar
Com essa ferramenta, pode-se conhecer o teor dos nutrientes na
folha do feijoeiro, o que indica o estado nutricional da cultura e
complementa o diagnóstico feito pela análise de solo. A amostragem
de material para análise do tecido vegetal tem de ser realizada na
época do florescimento, devendo-se coletar o limbo da primeira
folha do trifólio completamente expandida, escolhendo folhas
sadias, sem manchas ou ataque de pragas. Geralmente, essa folha
corresponde à terceira ou quarta a partir do ápice da planta (terço
mediano da planta). Para cada talhão considerado homogêneo, devem
ser amostradas de 30 a 40 plantas.

Linha diferenciada
Veja por que a linha de fertilizantes Fosmag® tem ajuste
perfeito para o feijão de alto rendimento:
Fósforo
A fonte de fósforo do Fosmag é o Multifosfato Magnesiano - MFM,
produto exclusivo da Manah. No Fosmag, a distribuição do fósforo é
gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o que reduz
perdas desse nutriente pela fixação por compostos de ferro e
alumínio do solo.
Baixa acidez
A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do
fósforo do Fosmag não produza acidez, não alterando o pH na região
de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês
tóxicos neutralizados pelo efeito calagem, além de não interferir
na atividade biológica do solo.
Sulfato de cálcio
Fosmag contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfil
do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade e toxidez do
alumínio em profundidade, para permitir maior expansão das raízes.
O suprimento de enxofre fica garantido também.
Nutrientes no grânulo
Todos os nutrientes do Fosmag estão associados no mesmo grânulo,
exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em algumas
fórmulas, são completados em mistura. Isso significa redução da
segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.
Granulometria farelada
Com essa forma física, o Fosmag apresenta maior superfície de
contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos
nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos
micronutrientes, que, em geral, são aplicados em pequenas
doses.
Multinutriente
O Fosmag é um fertilizante que nutre as plantas de maneira
completa e tem como princípio o equilíbrio entre os nutrientes.
Apresenta grande variedade de formulações, com três níveis
diferentes de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às
necessidades dos diversos solos e plantas.
Informações relevantes
Nitrogênio
Por que adubar o feijoeiro com
nitrogênio?
Após o início da floração, toda a atividade metabólica da planta é
direcionada para a formação de vagens e grãos e, em consequência,
não há suprimento adequado de carboidratos para as bactérias
suportarem a fixação biológica do nitrogênio. Por isso, o
suprimento desse elemento no plantio torna-se imprescindível. Em
cultivos irrigados de elevada tecnologia, tem-se verificado
resposta a doses de nitrogênio em torno de 100 kg/ha, considerando
o plantio e a adubação de cobertura.
Adubação de cobertura
O nitrogênio em cobertura é aplicado entre 20 e 30 dias após a
emergência das
plantas. A prática do parcelamento do nitrogênio geralmente é
desejável, pois esse nutriente é suscetível a diferentes tipos de
perdas após sua aplicação. Em geral, são recomendados dois
parcelamentos de nitrogênio. No entanto, quando o feijoeiro é
plantado em período chuvoso e em solo arenoso, pode-se parcelar em
até cinco vezes.
Normalmente, recomenda-se que cerca de 80% da dose de cobertura
seja aplicada até 30 dias após a emergência do feijoeiro.
Enxofre
O enxofre é absorvido pelo feijoeiro em maiores quantidades do
que o fósforo.
O uso contínuo de fórmulas de fertilizantes com pouca ou nenhuma
quantidade de enxofre tende a aumentar a probabilidade de resposta
à adubação com esse nutriente. Em razão das extrações e exportações
pelas colheitas, sugere-se a aplicação de 15 a 30 kg/ha de enxofre
por ciclo.
Micronutrientes
Respostas relativamente frequentes têm sido observadas com a
aplicação de cobalto e molibdênio via tratamento de sementes,
principalmente quando o pH do solo está corrigido, distribuindo
esse elemento em quantidade suficiente, para que haja uma simbiose
eficiente e, consequentemente, boa nutrição nitrogenada no
feijoeiro.
Sintomas de deficiências
Diagnose visual
Nitrogênio
- Clorose nos folíolos das folhas mais velhas.
Fósforo
- Diminuição do tamanho das folhas;
- Folíolos novos com coloração verde-azulada, sem brilho;
- Folíolos mais velhos com coloração verde mais clara.
Potássio
- Clorose marginal nos folíolos das folhas mais velhas, que
evolui entre as nervuras.
Cálcio
- Pequenas marchas acinzentadas nas folhas inferiores, com
posterior clorose;
- Caule, pecíolos e broto exibem murchamento; - Vagens
deformadas.
Magnésio
- Clorose fraca, generalizada, com nervuras verdes, que progride
das folhas mais velhas para as mais novas.
Enxofre
- Folíolos mais novos com clorose generalizada;
- Folíolos cloróticos mostram-se transparentes, realçando as
nervuras em fundo amarelado.
Zinco
- Severa redução do tamanho da planta; - Folhas uniformes, de cor
verde-seca e tamanho reduzido; - Folíolos com formato de ponta de
lança.
Boro
- Folíolos mais novos de cor verde-escura, progredindo do ápice
para a base; - Folhas retorcidas, espessas, com a nervura de cor
verde-clara.
Cobre
- Folíolos com coloração verde-escura, enrugamento dos bordos e
curvamento da ponta do limbo para baixo.
Manganês
- Amarelecimento internerval das folhas mais novas;
- Nervuras e áreas adjacentes com coloração verde-intensa.
Ferro
- O limbo dos folíolos mais novos torna-se clorótico,
destacando-se as nervuras;
- Clorose generalizada, confundindo-se as nervuras e o
limbo.
Fontes consultadas para a elaboração deste guia:
EMBRAPA - Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão (Goiânia
- GO). Fertilidade do solo e nutrição da cultura de arroz.
Disponível em: http://www.cnpaf.embrapa.br.
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ROSOLEM, C.A. Cultura do feijoeiro comum no Brasil
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