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Guias de Adubação

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Produção

A produtividade média de citros no Brasil é de 500 caixas/ha, cerca de 1,5 caixa/pl (FNP, 2002), que está muito aquém das 1.000 caixas/ha atingidas por bons produtores.

Exigências nutricionais

As quantidades de macro (N, P, KCa e Mg) e micronutrientes (B, Mn, Zn e Cu) que devem ser fornecidas regularmente são dependentes do estágio de desenvolvimento da planta da combinação copa/porta enxerto, da expectativa de produção, do estado nutricional das plantas e da fertilidade do solo (Vitti et al., 1998).

citrosTabela2


citrosTabela3

Avaliação nutricional

Diagnose foliar
A avaliação do estado nutricional da planta pela diagnose foliar constitui-se na determinação do teor de nutrientes em folhas recém-maduras, isto é, aquelas cujo crescimento foi concluído, mas que ainda não entraram em senescência, o que corresponde à terceira ou quarta folha a partir do fruto, gerada na primavera, com aproximadamente seis meses de idade.

citrosTabela4

Análise de solo
A análise de solo, precedida de uma amostragem técnica, é o principal meio para estimar a fertilidade do solo. De acordo com a análise de solo e diagnose foliar e visual são adotadas as práticas corretivas (calagem e gessagem) e as de manutenção (adubação via solo e foliar).

 

Práticas corretivas

Calagem

O citros é uma planta de alta exigência em cálcio. A prática da calagem, além de fornecer cálcio e magnésio, corrige a acidez do solo, proporcionando a redução da lixiviação de nutrientes, da fixação do fósforo, da concentração de alumínio tóxico e a melhoria da estrutura e atividade microbiana do solo.

Gessagem

A prática da gessagem visa ao condicionamento do solo em subsuperfície
(20 cm a 40 cm), devendo ser realizada em solos que apresentem uma das características abaixo:

  • teor de Ca < 5 mmolcdm-3
  • Al > 5 mmolcdm-3
  • m% > 20%

 

Linha diferenciada

Fósforo

A fonte de fósforo do Fosmag é o Multifosfato Magnesiano - MFM, produto exclusivo da Manah. No Fosmag, a distribuição do fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o que reduz perdas desse nutriente pela fixação por compostos de ferro e alumínio do solo.

Baixa acidez

A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do fósforo do Fosmag não produza acidez, não alterando o pH na região de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês tóxicos neutralizados pelo efeito calagem, além de não interferir na atividade biológica do solo.

Sulfato de cálcio

Fosmag contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfil do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade e toxidez do alumínio em profundidade, para permitir maior expansão das raízes. O suprimento de enxofre fica garantido também.

Nutrientes no grânulo

Todos os nutrientes do Fosmag estão associados no mesmo grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso significa redução da segregação, mantendo a uniformidade na distribuição.

Granulometria farelada

Com essa forma física, o Fosmag apresenta maior superfície de contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos micronutrientes, que, em geral, são aplicados em pequenas doses.

Multinutriente

O Fosmag é um fertilizante que nutre as plantas de maneira completa e tem como princípio o equilíbrio entre os nutrientes. Apresenta grande variedade de formulações, com três diferentes níveis de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às necessidades dos diversos solos e plantas.

citrosTabela1 


Informações relevantes

Analisando as informações sobre as exigências das plantas, observamos que uma caixa de citros exporta, em média, 80 g de N, 18 g de P2O5 e 72 g de K2O. A aplicação dos fertilizantes deve ser parcelada, a fim de atender às épocas de maior demanda dos nutrientes pelas plantas e, ainda, estar associada ao período de melhor disponibilidade hídrica.

  • Variedades precoces, períodos de baixa precipitação e pomares em produção: devem ser realizados três parcelamentos;
  • Variedades tardias, período de alta precipitação e pomares em formação: devem ser realizados quatro parcelamentos.

 

Diagnose visual

Nitrogênio

  • Amarelecimento uniforme; - Queda das folhas mais velhas no sentido ascendente dos ramos [die back].

Fósforo

  • Separação dos gomos dos frutos; - Bronzeamento e queda intensa das folhas mais velhas.

Potássio

  • Frutos menores, cascas mais finas;
  • Menor resistência à incidência de pragas, doenças, adversidades climáticas, transporte e armazenamento.

Cálcio

  • Clorose nas margens e extremidades das folhas.

Magnésio

  • Clorose das folhas mais velhas com "V" invertido.

Enxofre

  • Folhas novas com clorose uniforme, amareladas. Às vezes, com nervuras verdes destacadas.

Ferro

  • Folhas com coloração amarelada bem pálida, sobressaindo-se todas as nervuras verdes.

Manganês

  • Folhas novas sem brilho, com clorose entre as nervuras;
  • O tamanho das olhas não é afetado.

Boro

  • Folhas mais novas assimétricas, com falta de tecido e com nervuras salientes;
  • Frutos pequenos, duros, secos e com albedo espesso.

Zinco

  • Folhas novas menores, lanceoladas e com clorose entre as nervuras;
  • Internódios curtos;
  • Queda prematura dos frutos.

Cobre

  • Seca da ponta dos ramos;
  • Queda prematura dos frutos.

 

Fontes consultadas para a elaboração deste guia

FNP Comércio & Consultoria - Agrianual 2002. Anuário de agricultura brasileira. São Paulo: Argos Comunicação, p. 285-315.

MALAVOLTA, E.; VIOLANTE NETO, A. Nutrição mineral, calagem, gessagem e adubação de citros. Piracicaba: Potafos, 1989. 153 p.

MARCHAL, J.; LACOEUILHE, J.J. Bilan mineral del mandariner. "Wilking" fruits. v. 24, p. 299-318, 1969.

KAMPFER, M.; UEXKULL, H.R. van. Nuevos conocimientos sobre la fertilización de los citros. 3. ed. Hanover Verlag Gesselchaft fur Ackerbau, 1966, 104 p.

VITTI , G.C.; CABRITA, J.R.M. Nutrição e adubação de citros. Jaboticabal: FUNEP, 1998. 31 p. (Boletim Citrícola 4).









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