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Guias de Adubação

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Produção

Plantio

A produção de batata, no Brasil, na safra de 2005, foi de 3,1 milhões de toneladas.

Ao longo dos últimos anos, ocorreu redução na área plantada, porém houve aumento de produção em razão, principalmente, do aumento de tecnologia. A batata ocupa lugar de destaque e está entre as olerícolas de maior produção e consumo no país. As principais regiões produtoras são o Sul e o Sudeste; porém, em meados da década de 1990, outras regiões começaram a se destacar, como o Nordeste, que apresenta um microclima muito favorável ao cultivo desse legume. O plantio é realizado em diferentes épocas do ano, e a produção pode ser dividida em três colheitas distintas:

1a safra (águas - nov./mar.); 2a safra (seca - abr./ago.) e 3a safra (inverno - ago./out.).

Condições climáticas

O fator limitante para a cultura da batata é a alta temperatura, especialmente a noturna. Quando esta se mantém acima de 20 ºC, durante 60 noites ou mais, não ocorre a tuberização. A cultura exige uma diferença entre as temperaturas diurnas (amenas) e noturnas (mais baixas) em torno de 10 ºC. No entanto, a alta luminosidade compensa as temperaturas diurnas, nem sempre amenas, além de aumentar a precocidade.

Nutrição

A batata é uma cultura altamente exigente em fertilidade do solo. Para a obtenção de boa produtividade, é necessário equilibrar os nutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S, B e
Zn), por meio de corretivos (calcário), condicionadores de subsolo (gesso agrícola) e fornecedores de nutrientes (fertilizante mineral e orgânico).

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Análise de solo

Instrumento indispensável para estimar as características do solo a ser cultivado, com base nas quais são definidas as quantidades de nutrientes e a estratégia de aplicação destes. Cuidados como a divisão correta das glebas, coleta e preparo adequado das amostras e encaminhamento para laboratório que seja acompanhado por órgãos de controle de qualidade são medidas indispensáveis para obter resultados confiáveis.

Análise foliar

Por meio da análise foliar, pode-se conhecer o teor dos nutrientes na folha da batata, o que indica o estado nutricional da cultura e complementa o diagnóstico feito pela análise de solo. Recomenda-se amostrar 30 plantas por hectare,
30 dias após o plantio, retirando-se a terceira folha a partir do tufo apical.

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Calagem

A batateira é uma das olerícolas de maior tolerância a acidez, produzindo bem na faixa de pH (H O) 5,0 a 6,0. Na calagem, sugere-se não ultrapassar o pH (H O)
5,8, para não favorecer a incidência de duas doenças graves: a murcha bacteriana e a sarna comum.

Adubação

Em relação à aplicação dos fertilizantes na condução da cultura, a fim de diminuir a salinização do tubérculo semente, reduzir perdas por lixiviação do nitrogênio e do potássio e aumentar o aproveitamento dos nutrientes, é sugerido o parcelamento da adubação N-K, aplicando-se no plantio todo o fósforo, boro e zinco, um terço do nitrogênio e do potássio. Vale lembrar que o enxofre deve ser fornecido à cultura, preferencialmente via adubo nitrogenado ou fosfatado.

Nitrogênio

Para se obter uma alta produção de tubérculos, é necessário que ocorra rápido período de desenvolvimento da parte aérea, seguida por fase de "acúmulo" de reservas. Para tanto, devem-se evitar doses muito altas de nitrogênio e, principalmente, aplicações tardias, que causam demasiado desenvolvimento de folhas e retardamento na finalização do crescimento e maturação do tubérculo, resultando em baixa produtividade e qualidade da cultura (Reifschneider, 1987).

 

Linha diferenciada

Veja por que a linha de fertilizantes Fosmag tem ajuste perfeito para a batata de alto rendimento:

Fósforo

A fonte de fósforo do Fosmag é o Multifosfato Magnesiano - MFM, produto exclusivo da Manah. No Fosmag, a distribuição do fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o que reduz perdas desse nutriente pela fixação por compostos de ferro e alumínio do solo.

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Baixa acidez

A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do fósforo do Fosmag não produza acidez, não alterando o pH na região de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês tóxicos neutralizados pelo efeito calagem, além de não interferir na atividade biológica do solo.

Sulfato de cálcio

Fosmag contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfil do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade e toxidez do alumínio em profundidade, para permitir maior expansão das raízes. O suprimento de enxofre fica garantido também.

Nutrientes no grânulo

Todos os nutrientes do Fosmag estão associados no mesmo grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso significa redução da segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.

Granulometria farelada

Com essa forma física, o Fosmag apresenta maior superfície de contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos micronutrientes, que, em geral, são aplicados em pequenas doses.

Multinutriente

O Fosmag é um fertilizante que nutre as plantas de maneira completa e tem como princípio o equilíbrio entre os nutrientes. Apresenta grande variedade de formulações, com três níveis diferentes de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às necessidades dos diversos solos e plantas.

 

Informações relevantes

Influência da nutrição

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A nutrição na cultura da batata deve ser balanceada, para não ocorrer um desequilíbrio na planta, o que pode provocar malformação do tubérculo e aumentar a incidência de doenças, como mostram os quadros abaixo.

 

Sintomas de deficiências

Diagnose visual

Nitrogênio

  • Clorose em suas folhas inferiores, que podem cair quando a deficiência for muito severa;
  • Crescimento lento e falta de vigor na haste da planta fica (fina).

Fósforo

  • Folíolos enrugados, com coloração verde-escura, sem brilho e curvados para cima;
  • As folhas inferiores geralmente ficam arroxeadas na parte abaxial;
  • As raízes e os estolões são reduzidos em número e comprimento;
  • Menor número de tubérculos.

Potássio

  • Folhas com coloração verde-azulada;
  • Folhas mais velhas amareladas, necrose e escurecimento, a partir das margens;
  • Tubérculos "embonecados".

Cálcio

  • Folhas jovens se desenvolvem pouco, ficam enroladas, com necrose marginal e coloração verde-pálida;
  • Morte da gema apical;
  • Hastes finas, tubérculos pequenos, com pontos mortos, algumas vezes deprimidos em seu interior;
  • Malformação da pele do tubérculo.

Magnésio

  • Clorose fraca, generalizada, nervuras verdes, que progride das folhas mais velhas para as mais novas.

Enxofre

  • Clorose das folhas mais novas e crescimento lento.

Boro

  • Folíolos mais novos de cor verde-escura progredindo do ápice para a base;
  • Folhas retorcidas, espessas, com a nervura cor verde-clara.

Manganês

  • Amarelecimento internerval das folhas mais novas;
  • Nervuras e áreas adjacentes com coloração verde-intensa.

 

Fontes consultadas para elaboração deste guia

CASTRO, J.L. Efeitos dos macronutrientes no desenvolvimento e na composição mineral da batatinha (Solanum tuberosum L., var. Bintje). Piracicaba, 1979, 101 p. (tese de M.S.).

FILGUEIRA, F.R. Manual de Olericultura. Universidade Federal de Viçosa, 2000.

FILHO, H.S.M.; GRANJA, N.P.; MELO, P.C.T. Cultura da batata. Curso sobre a cultura da batata. Vargem Grande do Sul - SP. Maio de 2003. 68 p.

HOOKER, W.J. Compendium of potato diseases. Michigan State Foundation, 1980. 166 p.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2006.

LORENZI, J.O.; MONTEIRO, D.A.; MIRANDA FILHO, H.S.; HAJI, B. van. Recomendação de adubação e calagem de raízes e tubérculos. In: RAJI, B, van; CANTARELA, H.; QUAGGIO, JÁ & FURLANI, A.M.C. (eds.). Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. 2. ed. Camínas, Instituto Agronômico & Fundação IAC, 1996 p. 221-229. (Boletim técnico 100).

MAGALHÃES, J.R. Nutrição e adubação da batata. São Paulo: Nobel, 1985. 51 p.
REIFSCHNEIDER, F.J.B. Produção de batata. Brasília, 1987. 239 p.

VITTI, G.C.; CIEIRA, F.C.; SUGIMOTO, L.S. Nutrição e adubação da batata. Piracicaba: ESALQ - USP/GAPE. 30 p. (Apostila de disciplina).

YORINORI, G.T. Curva de crescimento e acúmulo de nutrientes pela cultura da batata cv "Atlantic". Piracicaba, 2003, 60 p. (tese de M.S.).

Associação da Batata Brasileira. Disponível em: http://www.abbabatatabrasileira.com.br. Acesso em: 10 set. 2006.

MULDER, I.A.; TURKESTEEN, L.J. Potato diseases, diseases, pests and defects. Edited by NIVAP (www.nivap.nl).









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