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orientação para cada cultura.

Algodão

Relação solo & planta
Solo
Junto com o clima, o solo é a base de todo o processo produtivo
da cotonicultura. Os solos tropicais, principalmente os do cerrado,
são muito intemperizados e apresentam acidez elevada, alto teor de
alumínio tóxico e baixa reserva de nutrientes para as plantas. A
fração argila desses solos é composta, principalmente, de óxidos de
ferro, de alumínio e de argilominerais, aumentando a fi xação de
fósforo e reduzindo sua disponibilidade para as plantas. Além
disso, as argilas de baixa atividade favorecem a lixiviação de
potássio, cálcio e magnésio. Em solos arenosos, a lixiviação de
enxofre, nitrogênio e boro também pode ser intensa.
Planta
O algodoeiro é muito sensível à presença do alumínio e exigente
em cálcio, sendo este último fundamental para o desenvolvimento de
suas raízes, que, sob condições químicas e físicas favoráveis,
podem atingir mais de 2 metros de profundidade, com cerca da metade
concentrada nos primeiros 60 cm. A planta é moderadamente exigente
em nutrientes, e o solo deve ser bem adubado para obter boas
colheitas. A grande demanda de nutrientes pelo algodoeiro ocorre a
partir da época do aparecimento dos primeiros botões fl orais até a
formação dos primeiros capulhos, reduzindo-se proporcionalmente
durante o período de maturação.
Nutrição

Acúmulo de N, P2O5 e K2O pelo algodoeiro, CV. ITA 90, em função
do tempo, considerando-se uma produtividade de 3.000 kg ha-1



Sintomas de deficiências
Diagnose visual
Nitrogênio
clorose nas folhas mais velhas, surgindo pontos avermelhados
e/ou pardos, com posterior queda das folhas; folhas reduzidas em
número e tamanho; encurtamento de internódios e redução do porte da
planta; baixo número de flores, restritas aos primeiros ramos
frutíferos inferiores; queda acentuada de botões florais e frutos
novos.
Enxofre
redução no crescimento; poucos ramos vegetativos; inicialmente,
clorose de cor verde-limão ou dourada uniforme nas folhas novas e,
posteriormente, em toda a planta.
Fósforo
redução do crescimento e da frutifi cação; folhas menores com
coloração verde-escura, com locais avermelhados nas nervuras;
atraso na colheita.
Magnésio
redução do crescimento da planta; folhas mais velhas apresentam
cor vermelho-púrpura entre as nervuras, avançando para as folhas
novas - "vermelhão do algodoeiro"; folhas e maçãs se soltam
facilmente.
Potássio
clorose entre as nervuras das folhas velhas, evoluindo para
bronzeamento e secamento, com posterior queda; encurtamento do
ciclo e maturação antecipada dos frutos; muitas maçãs não se abrem;
redução do comprimento e resistência da fibra.
Boro
folhas novas cloróticas, disformes e com limbos enrugados;
botões florais deformados, com brácteas cloróticas podendo envolver
totalmente a corda atrofi ada; pétalas menores, dobrando as
extremidades para dentro, com manchas pardas na fase interna;
frutos menores e disformes, com mancha interna escurecida na sua
base; queda excessiva de botões, flores e frutos novos;
encurtamento de internódios e superbrotamento; presença de anéis de
coloração verde-escura no pecíolo; redução do crescimento
radicular.
Zinco
folhas menores, mais espessas, com clorose entre as nervuras e
com bordas dobradas para cima; os lóbulos das folhas novas podem se
alongar, tomando o aspecto de "dedos"; plantas afetadas
precocemente apresentam internódios curtos, ficando enfezadas e
atrofiadas; em deficiência tardia, o porte é normal, mas as folhas
são cloróticas, e os frutos, subdesenvolvidos; sob defi ciência
severa, os botões fl orais podem se formar.
Cálcio
paralisação imediata do crescimento; murchamento das folhas, com
curvatura e colapso do pecíolo, resultando em elevada desfolha; as
folhas restantes tornam-se avermelhadas; raízes prejudicadas,
podendo apodrecer; menor número de flores e intensa queda de
maçãs.
Manganês
clorose entre as nervuras das folhas; dobramento do limbo
foliar; pode afetar a formação dos botões florais, a abertura de
maçãs e atrasar a colheita.

Fosmag®
Veja por que a linha de fertilizantes FOSMAG® tem ajuste
perfeito para o algodão de alto rendimento:
Fósforo
A fonte de fósforo do FOSMAG® é o Multifosfato Magnesiano - MFM,
produto exclusivo da Manah. No FOSMAG® a disponibilização do
fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o
que reduz as perdas desse nutriente pela fixação por compostos de
ferro e alumínio do solo.
A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do
fósforo do FOSMAG® não produza acidez, não alterando o pH na região
de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês
tóxicos neutralizados pelo efeito da calagem, além de não
interferir na atividade biológica do solo.
Sulfato de cálcio
O FOSMAG® contém sulfato de cálcio (CaSO4), que se move no perfi
l do solo, liberando cálcio e reduzindo a atividade de toxidez do
alumínio em profundidade, o que permite maior expansão das raízes.
O suprimento de enxofre também fi ca garantido.
Nutrientes no grânulo
Todos os nutrientes do FOSMAG® estão associados no mesmo
grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício, que, em
algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso signifi ca
redução da segregação, mantendo a uniformidade da distribuição.
Granulometria farelada
Com essa forma física, o FOSMAG® apresenta maior superfície de
contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos
nutrientes na área, favorecendo, especialmente, a absorção dos
micronutrientes, que, normalmente, são aplicados em pequenas
doses.
Multinutriente
O FOSMAG® é um fertilizante que nutre as plantas de maneira
completa, tendo como princípio o equilíbrio entre os nutrientes.
Apresenta grande variedade de formulações, com três níveis
diferentes de micronutrientes para cada fórmula NPK, atendendo às
necessidades dos diversos solos e plantas.

Informações relevantes
Pesquisas recentes em Mato Grosso têm indicado que a calagem
para atingir valores de saturação por bases (V%) entre 50% e 60%,
além da neutralização do alumínio trocável até 30 cm de
profundidade, tem sido adequada para atingir boa produtividade de
algodão (acima de 300 @ ha-1).
Aplicações de doses elevadas de potássio no sulco de semeadura
(acima de 60 kg ha-1 de K2O) devem ser evitadas, pois danifi cam a
semente por salinidade e aumentam a perda desse nutriente por
lixiviação.
Aplicações tardias de nitrogênio em cobertura (80 ou 100 dias
após a emergência) podem ter apenas efeito visual e prolongar o
ciclo, sem proporcionar aumento de produtividade.
Dados da Fundação MT (2001) sugerem a aplicação de 70 kg ha-1 de
enxofre para a obtenção de alta produtividade de algodão.
Observando a curva de acúmulo de fósforo ao longo do ciclo do
algodoeiro, podemos considerar que, em solos tropicais, o uso de
fontes de fósforo com solubilidade gradual é uma prática altamente
vantajosa.
No Brasil, doses de boro acima de 2 kg ha-1 aplicadas no sulco
de semeadura têm apresentado problemas. Aplicações de boro no solo,
por meio da adubação de semeadura e complemento junto ao nitrogênio
em cobertura, proporcionam melhor produtividade que a aplicação de
boro foliar. Além disso, em solos pobres em matéria orgânica,
arenosos e em regiões com períodos de chuva intensa, a fonte de
boro mais indicada é a ulexita (8% boro), que, por causa de sua
menor solubilidade, reduz perdas por lixiviação e mantém o
suprimento na fl oração.
Fontes consultadas para a elaboração deste
guia:
CARVALHO, O. S. et al. Adubação e calagem. In: BELTÃO, N. E. M. O
agronegócio do algodão no Brasil. Brasília, EMBRAPA. Comunicação
para transferência de tecnologia, 1999. v. 1, p. 175-210. EMBRAPA.
Algodão: informações técnicas. Dourados, 1998. 267 p. FREIRE, E.
C.; SANTOS, W. J. Cultura do algodoeiro. Piracicaba: POTAFOS, 1999.
286 p. FUNDAÇÃO MT Boletim de Pesquisa de Algodão. Rondonópolis,
2001. 238 p. FUNDAÇÃO MT/EMBRAPA Algodão Mato Grosso: liderança e
competitividade. Rondonópolis, 1999. 182 p. ROSOLEM, C. A.
Problemas em nutrição mineral, calagem e adubação do algodoeiro.
Informações Agronômicas, Piracicaba: POTAFOS, n. 95, 2001.
p.10-17.
